O Contador de Histórias

Por Isa Maria

Sua história se confunde com a do Mercado de São José. Com 1,50m de altura, cabelos brancos e ralos, o senhor Sinésio Roberto, com é conhecido, revela com certo orgulho a história do primeiro mercado construído a ferro no Brasil, o de São José. Comerciante e escritor, Sinésio recebe estudantes, pesquisadores e até políticos para falar do mercado. Segundo ele, foi em 1974, durante a reconstrução do prédio, que ele encontrou, dentro de uma lata de lixo, uma relíquia da história do local; um livro de pontos e anotações. Nele, é possível identificar assinaturas importantes como a de Joaquim Nabuco, representantes de paises como: Nigéria, França, Holanda, entre outros.

Logo após a descoberta, Sinésio revitalizou o caderno deteriorado pelo tempo e tratou de dar continuidade as assinaturas importantes. Ele faz questão de mostrá-las. Já passou por lá, nomes importantes da história do País, como os ex-presidentes da República, Fernando Collor de Melo, Fernando Henrique Cardoso, Miguel Arraes, Tancredo Neves, o então governador do Estado de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos, a atual candidata a Prefeitura da cidade de São Paulo, Marta Suplicy, o prefeito da cidade do Recife, João Paulo e tantos outros. Com toda a sua bagagem histórica, Sinésio escreveu, com o apoio do Governo do Estado, um livro sobre o Mercado de São José. Nele, é possível encontrar o nome e a história de cada comerciante do local. E claro todas as suas histórias e curiosidades.

Após a revitalização, o Governo do Estado construiu, no prédio do mercado, um centro onde é possível conhecer toda a história do local. O espaço fica localizado nos fundos do Mercado. E uma sala pequena, com alguns poucos objetos utilizados na época de sua inauguração. Pesos, medidores antigos, bacias, entre outros, estão lá.

Apesar de o livro ser um patrimônio do Estado de Pernambuco, é o senhor Sinésio quem o guarda. A briga pela devolução do objeto ao Estado gera algumas desavenças entre o comerciante e a administração do Mercado que insiste em dizer que o livro deve e precisa ficar exposto no centro cultural do mercado. Enquanto isso não acontece, apenas poucas pessoas têm o privilégio de registrar o seu nome na história do mercado de São José.

Add comment Junho 22, 2008

Mercado de Casa Amarela

Por Fabiano Oliveira

Localizado num dos maiores bairros do Recife, fruto de uma história marcante na vida dos pernambucanos, o Mercado Público de Casa Amarela, construído em 1930, se destaca entre os mercados da cidade pela sua estrutura metálica francesa, suas cores originais, cantoneiras invertidas e ferro fundido. Sua história começou na Av. Caxangá onde inicialmente foi montado e deslocado para o largo da feira de Casa Amarela, onde vários vendedores na época se estabeleceram na localidade. O comércio se concentrava na venda de produtos como, charque, queijo, carnes, frios, peixes, armarinho, ervas e artesanatos, dentre outros.

Várias lojas são de comerciantes tradicionais como Maria Gomes, 62 anos, que não deixa de frequentar o mercado. Em 1942, juntamente com o seu marido, montaram uma loja de confecções próxima da entrada, hoje comandada pelos filhos e netos. “Na época, chegávamos aqui às 05h da manhã e saíamos às 22h“, conta dona Maria. Ela explica que ficava esperando os operários das fábricas da Torre e da Macaxeira, onde muitos faziam compras e passavam o tempo conversando por lá. “Minha vida se resume ao mercado público de Casa Amarela“, afirma dona Maria Gomes.

Para garantir a ordem, o funcionamento e não deixar cair no esquecimento essa história, a Prefeitura do Recife, juntamente com a CSURB (Companhia de Serviços Urbanos), garante a limpeza e segurança do mercado, com uma equipe composta por dois auxiliares de limpeza e três vigias.

Como existem grandes histórias e bastante vida no mercado, marco de valor, onde seus costumes hábitos e caráter se exalam, o Mercado de Casa Amarela passa por um processo de tombamento do Patrimônio Histórico da Humanidade. Com espaços prazerosos para a convivência entre a história e a realidade, o mercado se prepara para oferecer, através do projeto Circuitos nos Mercados, uma alternativa aos moradores de redescobrirem sua história. Além do consumo e do lazer para os turistas que visitam a cidade.

Cercado por comerciantes informais e uma feira livre, o mercado traz ainda em sua redondeza, bares e restaurantes que atraem muitas pessoas nos fins de semana. Alguns bares funcionam 24h para os boêmios das redondezas e a culinária fica por conta da cozinha regional.

Devido ao crescimento do comércio no bairro, o Mercado Público de Casa Amarela teve sua estrutura ampliada em mais três anexos comerciais, sendo 60 boxes internos, 50 externos e 11 barracas, com um total de 121 compartimentos. Segundo o gerente de serviços de mercados e feiras, José Marques, “no anexo 1, funcionava um sanitário público. A Prefeitura ampliou o local, reformando e absorvendo hoje bares e comerciantes de laticínios. O anexo 2, conhecido como Cobal, oferece mais 14 boxes que comercializa alimentos e cereais. Já no anexo 3, chamado Sempre Viva, os produtos oferecidos para os freqüentadores da feira se dividem em confecções, artesanatos e livros“. Sempre no mês de aniversário do mercado ocorre um mutirão de serviços de cidadania oferecido pelas Secretárias Municipais.

Add comment Junho 22, 2008

Professora lança livro sobre comidas de mercado

O livro Comedoria Popular: Receitas, Feiras e Mercados do Recife, da professora de gastronomia Ana Cláudia Frazão, será lançado, no próximo sábado (28), às 17h, no Forte das Cinco Pontas.

A chef e professora do curso de gastronomia da Maurício de Nassau, Ana Cláudia Frazão, lança no próximo sábado (28), às 17h, no Forte das Cinco Pontas, o livro “Comedoria Popular: Receitas, Feiras e Mercados do Recife“. A publicação traz um roteiro gastronômico, que perpassa por um contexto histórico e cultural traduzido em 55 preparações regionais, tais como sarapatel, mão de vaca, caldinho de feijão e sururu. O livro foi contemplado pela Lei de Incentivo a Cultura.

Com 164 páginas, a edição é fruto de um sonho. “Eu freqüento mercados desde criança, meu avô me levava. Antes da chegada dos grandes supermercados, a feira era feita toda lá e junto com toda a família. Com a modernização, as pessoas estão se afastando deste contexto“, diz Frazão.

Alimentando sua memória de infância, Ana Cláudia traz uma ligação social entre os ambientes, além de mostrar toda a beleza arquitetônica e o artesanato dos locais. Com quatro anos de pesquisa nos mercados de São José, da Encruzilhada, da Madalena, de Casa Amarela, da Boa Vista, de Afogados e de Beberibe, além das feiras de Afogados e Peixinhos, a profissional retrata a realidade dos personagens deste universo da cultura popular.

As receitas são ilustradas, além de contar com dicas culinárias e curiosidades históricas. O livro traz ainda uma escala cromática que demonstra o valor dos nutrientes. O quadro foi elaborado pela coordenadora do curso de gastronomia, Elza Alexandre, para desmistificar a idéia de que comida de “rua” é pesada.

Durante o lançamento os visitantes poderão conferir uma exposição do fotógrafo Miguel Igreja. O profissional elaborou um banco de dados das fotos do livro e das que não foram publicadas para ser o cenário da tarde de autógrafos. Os primeiros 1 mil exemplares virão dentro de uma sacola de feira.

SERVIÇO

Lançamento do livro Comedoria Popular: Receitas, Feiras e Comidas de Mercado
Autora: Ana Cláudia Frazão
Onde: Forte das Cinco Pontas, rua Imperial s/n
Data: sábado (28)
Horário: 17h
Maiores informações: (81) 3224.8492

Texto originalmente veiculado no site da Faculdade Maurício de Nassau.

Add comment Junho 22, 2008

Aqui tem de tudo

Por Isa Maria e Cristiane Sales

Do simples ao sofisticado, do sagrado ao profano, do clássico ao popular. Assim podemos definir os artigos comercializados em um dos mercados públicos mais antigos e importantes do País, o Mercado de São José. As peças, na maioria das vezes é uma lembrança local visitado. Camisas estampadas com a bandeira do Estado, sandálias de couro, artigos do candomblé, ervas, bolsas e claro, o verdadeiro e tradicional artesanato pernambucano. Os preços cabem em todos os bolsos. O visitante tem opções de R$1 até R$200. Para a dentista do Paraná, Lúcia Cabral, o Mercado de São José encanta simplesmente por essa mistura “Aqui agente encontra de um tudo. Da simplicidade de um chapéu de palha e de uma sandália de couro a um trabalho artesanal mais sofisticado”, revela Lúcia.

O colorido e o cheiro forte trazem a marca de um lugar onde a história se faz presente. Para quem passa diariamente no Mercado de São José, a comodidade e o conforto de encontrar artigos de utilidade do dia-dia até o peixe e o camarão do almoço de domingo, faz dele um dos mais visitados da capital pernambucana. São 3.541 mª de área coberta, dois pavilhões, com 377 boxes, 34 barracas internas para as vendas de caldo de cana e comidas e outras 70 espalhadas pela calçada do pátio. Hoje, o Mercado de São José é formado por um total de 545 boxes.

Para comprovar e ratificar a multicultura existente, o mercado é o endereço de um boxe onde o futuro pode ser previsto e aquele amor perdido pode ser resgatado. E a casa de búzios, cartas e tarô jogados pelo Pai Zinho. O valor da consulta custa R$ 10 e ele garante que o trabalho é sério “Eu gosto de trabalhar aqui. Tenho clientes de diversas partes do mundo. O público que freqüenta o Mercado São José é muito diversificado. Vêm desde pessoas com boas condições financeiras, a procura de produtos específicos, turistas, até pessoas que vêm para comprar verdura nas barracas localizadas na calçada do mercado”, explica Pai Zinho.

A variedade de produtos a venda no mercado é tão famoso que já virou até letra de música. É o caso do baião feito pelo compositor Rafael Azevedo. “Quem é que não conhece Marcado de São José. Tem tudo que eu queria. Tem tudo que a gente quer. Tem batata e macaxeira inhame de Santo Me. Tem verdura e peixe seco, lambe-lambe e come em pé. Tem sopa, tem munguzar, trombadinha e mulher. Todo mundo já conhece Mercado de São José. Com renda e artesanato, tem tudo que a gente quer…”.

Outra canção importante feita em homenagem ao mercado foi “Ela é a Deusa do Mercado São José”, de autoria de Elino Julião, bastante conhecida na década de 80. “Ela é a deusa do mercado São José. Eu sei de tudo só não sei de onde ela é… (Refrão). É de sucupira é mentira. Ela é de Vitória é história. E de Tejipió é pior. E de Nazaré, não é. Ela é a deusa do Mercado São José…”.

A entrevista com o presidente da CSURB, Alexandre Sena, explica o trabalho desenvolvido nos mercados públicos na Região Metropolitana do Recife.

Entrevista

Add comment Junho 22, 2008

Quase meio século de Mercado São José

Por Cristiane Sales

Ao entrarmos no Mercado de São José pelo portão principal, encontramos a barraca de uma das mais antigas locatárias, Dona Neuza da Rocha Melo, uma simpática senhora de 82 anos. No seu estabelecimento, encontramos artigos de madeiras como cestas, bandejas e luminárias.

Mas há 47 anos, estes não eram os produtos comercializados por ela. No início, eram as frutas que enchiam as prateleiras. Depois vieram os bordados. O incêndio de 1989 fez boa parte dos locatários perder todas as suas mercadorias. Quase vinte anos depois, ainda não se sabe a causa do incêndio.

Após a morte do marido e com duas filhas adolescentes, a garantia da sobrevivência veio do mercado. “Foi debaixo destas estruturas de ferro que consegui viver”, afirma emocionada.

Segundo Dona Neuza, as vendas não se comparam à antigamente. Embora nos períodos festivos, como o São João, muitas pessoas aparecem em busca dos artigos comercializados no mercado, ainda assim, não se assemelham a grande concentração de compradores na década de 70 e 80. “Aquele foi um tempo bom, hoje, em todo canto, tem gente vendendo qualquer tipo de produto e de péssima qualidade. Até imitação barata (obras) e o povo gosta. Não sabe identificar o que é arte”, diz.

Lamenta por não existir um incentivo maior para o turismo nos mercados públicos e expressa orgulhosa as homenagens recebidas. “Até o prefeito João Paulo II veio me dá uma placa no aniversário do mercado”, relata, confundindo os ‘Joãos’.

O olhar atento observa a movimentação das pessoas e o ajudante ao seu lado. Por fim, pergunta; “Você sabe o que mais gosto aqui? É que cada vez que entro por estes portões, volto no tempo e encontro muitas pessoas que só existem na minha memória”, expressa com saudades.

Isto demonstra que os bonecos, as redes, os artigos religiosos e os frutos de pesca não são os únicos artigos presentes no mercado. Sob as estruturas frias de ferro e as asperezas da palha, há uma chama acesa, que aquece os corações; as boas lembranças de tempos antigos.

Add comment Junho 21, 2008

Principais Mercados do Recife: Endereços e Telefones

Mercado

Endereço

Telefone

Encruzilhada

Rua Dr. José Maria, s.n.

Encruzilhada

34276182 / 30770471

Água Fria

Av. Beberibe, s/n.

Beberibe

34444993

Santo Amaro

Av. Cruz Cabugá, 1933.

Santo Amaro

34213903

Madalena

Rua Real da Torre, 270. Madalena

445.1170 34450743

Casa Amarela

Estrada do Arraial, 1930

Casa Amarela

30740278 / 99125415

Boa Vista

Rua Santa Cruz, s/n

Boa Vista

34211171 / 99465041

São José

Praça Dom Vital, s/n

São José

32245575 / 96150507

Horário de funcionamento:

06h00 às 18h00 de segunda a sábado
06h00 as 12h00 no domingo

Fonte:
CSURB – Companhia de Serviços Urbanos do Recife csurb@recife.pe.gov.br

Add comment Junho 21, 2008

Dados Históricos

Mercado de São José

A arquitetura em ferro é típica do século XIX. A inspiração veio do mercado público de Grenelle, em Paris. Inaugurado no dia 7 de setembro de 1875. É um dos monumentos pernambucanos, reconhecido e tombado pelo Patrimônio Histórico.

Mercado da Boa Vista

O Mercado da Boa Vista é tão antigo quanto o de São José ou mais. Não há registro da data da inauguração, mas sabe-se que em 1823, a Câmera dos Vereadores pegou um empréstimo para mandar construir o Mercado, de início conhecido como Ribeira da Boa Vista, onde negociavam escravos e no compartimento nº 1, os servos eram chicoteados.

Mercado da Madalena

A construção do mercado teve início em 6 de fevereiro de 1925, e a inauguração se deu no mesmo ano. Local de grande importância histórica, o bairro da Madalena foi rentável zona açucareira do Recife no passado.

Mercado de Casa Amarela

O Mercado de Casa Amarela foi inaugurado em 9 de novembro de 1930, na gestão de Pereira Borges na prefeitura. As estruturas que sustentam a construção foram trazidas de bonde pela empresa Borrione, em 1928.

Mercado da Encruzilhada

Modelo de obra arquitetônica do gênero no Brasil da década de 50, o Mercado da Encruzilhada constitui-se em orgulho da engenharia pernambucana da época. Para sua inauguração, em 09 de novembro, acorreram técnicos em engenharia de várias partes do Brasil, em comemoração à Semana do Engenheiro.

Add comment Junho 21, 2008

Mercados Públicos: Espaços Democráticos

Por Cristiane Sales

Os mercados públicos no Recife trazem na sua história, relatos de reformas urbanísticas, onde as técnicas de adequação possibilitaram condições favoráveis às aglomerações humanas. Isto é resultado de sua expansão mercadológica, bem como o aumento no número de freqüentadores, transformando estes espaços em pontos turísticos e de lazer.

Desde artesanato, literatura de cordel, comidas típicas e ervas medicinais, os mercados oferecem ao público, a oportunidade de descobrir fatos interessantes sobre a cultura e religiosidade local.

Fatos históricos, acontecimentos políticos e as biografias de muitas personalidades se fundem e se confundem com os mercados populares. Recheados de histórias, lendas e muitos causos, por trás dos pesados portões de ferro, várias gerações ajudaram a construir e fortalecer a identidade dos mercados.

Boêmios, turistas, personalidades políticas, tecem a história desses espaços, onde a diversidade de classes sociais apenas contribui na construção do seu legado em busca de políticas públicas, com princípios permanentes de legalidade.

Os mercados, além de tradição e costume, trazem consigo a diversidade das raças e, em alguns casos, pioneirismo em sua arquitetura, como o primeiro mercado de ferro construído no Brasil, datado de 1875. Localizado no centro do Recife, o Mercado de São José recebe mais de nove mil pessoas diariamente, segundo dados divulgados pelo Sebrae de Pernambuco.

Na administração destes espaços atua a Companhia de Serviços Urbanos do Recife (CSURB), órgão ligado a Secretaria de Serviços Públicos, que fiscaliza e ordena o comércio informal e os pátios de feiras.

No Programa de Modernização dos Mercados Públicos, de acordo com a CSURB, a ação principal consiste em valorizar as diferentes amostras culturais, ou seja, apresentações de grupos de forró, repentistas, festejos natalinos, carnavalescos, dentre outros.

Promover a cultura local, valorizando as mais diversas manifestações artísticas e religiosas do povo pernambucano, através dos seus artistas populares e ao mesmo tempo oferecer a população um espaço saudável de viver cultura no seu cotidiano, estas são algumas das atribuições da Companhia de Serviços Urbanos do Recife.

A diversidade nas formas de cultura, de raça e de religião, ajudou a construir um espaço democrático onde as barreiras geográficas também foram superadas. A criação de um Centro Cultural, com reprodução de materiais em quatro idiomas e profissionais capacitados no atendimento, fez do Mercado de São José, um ponto atrativo para os turistas estrangeiros.

Conheça o Mercado de São José no vídeo abaixo:

Add comment Junho 21, 2008

Recife Cidade Multicultural

Por Cristiane Sales

Recife. Capital de Pernambuco. Cidade das pontes, cidade dos rios. Quem vem a Recife descobre sua beleza retratada na arte, na cultura, na arquitetura preservada dos casarios, nas suas praias e na sua história contada nas literaturas de cordel. Recife oferece aos seus visitantes a beleza natural de suas praias, como a Praia de Boa Viagem, com suas piscinas naturais e seus arrecifes transpondo as águas.

A Casa da Cultura é um espaço reservado para o artesanato, no centro da cidade. Ex-casa de detenção, reformada para se transformar em um centro cultural na década de 70 e que guarda ainda hoje o modelo de uma cela original.

Para quem deseja conhecer a história da região e seus personagens, o Museu do Homem do Nordeste revela a trajetória do sertanejo, suas lutas e conquistas e o ciclo do açúcar.

No Marco Zero, no Recife Antigo, encontram-se monumentos expressivos de artes plásticas, também expostas na Oficina Cerâmica de Francisco Brennand, no bairro da Várzea. Ainda no Recife Antigo, a Torre Malakoff, (antigo observatório meteorológico, construída em 1855), onde seus paços oferecem aos visitantes o horizonte do mar como recompensa.

As representações teatrais, seus dramas e suas glórias, são contempladas pelas exibições nas salas do Teatro de Santa Isabel, o maior e mais luxuoso da cidade. O teatro goza do privilégio em vislumbrar o prédio da Prefeitura da Cidade do Recife e de estar ao lado do Palácio do Campo das Princesas, sede do governado do estado.

Estas são algumas opções que você encontra no Recife, porque ao chegar à capital pernambucana, a alegria contagiante dos recifenses transforma qualquer esquina em um centro de lazer e diversão.


4 comments Junho 7, 2008

Amazônia Legal

Por Cristiane Sales

A Amazônia Brasileira tem uma extensão de 3,7 milhões de quilômetros quadrados. Nela é possível encontrar espécies conhecidas de plantas tropicais, uma variedade de peixes maior que a do Oceano Atlântico e a maior bacia hidrográfica do mundo, com aproximadamente 80 mil quilômetros de rios navegáveis. Isso sim é que é riqueza que não é aproveitada como deveria ser.
A Amazônia, no total, é encontrada em oito países do norte da América do Sul e cerca de 60% da Floresta Amazônica encontra-se no Brasil. A composição da Amazônia é de floresta tropical úmida e densa e não-densa.

Baseando-se nas análises estruturais e conjunturais, o governo federal, reunindo regiões de idênticos problemas econômicos, políticos e sociais, com o intuito de melhor planejar o desenvolvimento social e econômico da região amazônica, instituiu o conceito de “Amazônia Legal”, mas que na prática não vemos muitas ações em combate a essas ações ilegais. O termo Amazônia Legal é essencialmente político e que aumenta o tamanho da floresta em 1,3 milhão de quilômetros quadrados a área da Amazônia Brasileira.

A região corresponde a uma área entre os estados do Amazonas, Amapá, Acre, Mato Grosso, oeste do Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins com uma superfície de cerca de 5 milhões de quilômetros quadrados. Porém o preocupante é como esses espaços estão sendo utilizados pelos homens ditos racionais. O desmatamento, o extrativismo inconseqüente pode que dizer, já está trazendo, há muitos anos, prejuízos para o meio-ambiente.

Getúlio Vargas, em 1953, criou a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA), com a finalidade de promover o desenvolvimento da produção agropecuária e a integração da Região à economia nacional, pois esta parte do país estava muito isolada e subdesenvolvida.

Entende-se que a SPVEA falhou porque se voltou muito ao extrativismo, abrindo linhas de crédito bancário direcionado quase sempre para a borracha, excluindo outras atividades, como o cultivo da juta e da pimenta-do-reino e não investiu na infra-estrutura social e viária da região. Essas ações estão ligadas apenas a interesses econômicos de poucos e grandes empresários prejudicando o desenvolvimento da região.

Em 1966, no governo Castelo Branco, a SPVEA foi substituída pela Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM). Este órgão foi criado para também dinamizar a economia amazônica. Em 1967, visando contemplar a idéia de desenvolver a Região Amazônica, foi criada a Zona Franca de Manaus: uma área de livre comércio com isenção fiscal, que até hoje perdura.

Em 24 de agosto de 2001, o presidente Fernando Henrique Cardoso, na medida provisória nº. 2.157-5, criou a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) e extinguiu a SUDAM. A decisão tomada após várias críticas quanto à eficiência da gestão, passando a ser a responsável pelo gerenciamento dos programas relativos à Amazônia Legal.

Em 2003, o atual presidente Luis Inácio Lula da Silva, recria a Sudam. Todavia é difícil perceber onde estão os investimentos dessa região. Apenas o brasileiro percebe os desmatamentos e políticos com interesses diversos, mas o principal que é promover o desenvolvimento da região nunca vemos.

Add comment Junho 7, 2008

Previous Posts


Páginas

Categorias

Comentários

jessica paloma em Recife Cidade Multicultur…
jessica paloma em Recife Cidade Multicultur…
Daniel Souza em Violência contra mulher, nem e…
Jademilson em Quem
Jademilson em Quem

Arquivos

Lista de Links