Aqui tem de tudo

Junho 22, 2008

Por Isa Maria e Cristiane Sales

Do simples ao sofisticado, do sagrado ao profano, do clássico ao popular. Assim podemos definir os artigos comercializados em um dos mercados públicos mais antigos e importantes do País, o Mercado de São José. As peças, na maioria das vezes é uma lembrança local visitado. Camisas estampadas com a bandeira do Estado, sandálias de couro, artigos do candomblé, ervas, bolsas e claro, o verdadeiro e tradicional artesanato pernambucano. Os preços cabem em todos os bolsos. O visitante tem opções de R$1 até R$200. Para a dentista do Paraná, Lúcia Cabral, o Mercado de São José encanta simplesmente por essa mistura “Aqui agente encontra de um tudo. Da simplicidade de um chapéu de palha e de uma sandália de couro a um trabalho artesanal mais sofisticado”, revela Lúcia.

O colorido e o cheiro forte trazem a marca de um lugar onde a história se faz presente. Para quem passa diariamente no Mercado de São José, a comodidade e o conforto de encontrar artigos de utilidade do dia-dia até o peixe e o camarão do almoço de domingo, faz dele um dos mais visitados da capital pernambucana. São 3.541 mª de área coberta, dois pavilhões, com 377 boxes, 34 barracas internas para as vendas de caldo de cana e comidas e outras 70 espalhadas pela calçada do pátio. Hoje, o Mercado de São José é formado por um total de 545 boxes.

Para comprovar e ratificar a multicultura existente, o mercado é o endereço de um boxe onde o futuro pode ser previsto e aquele amor perdido pode ser resgatado. E a casa de búzios, cartas e tarô jogados pelo Pai Zinho. O valor da consulta custa R$ 10 e ele garante que o trabalho é sério “Eu gosto de trabalhar aqui. Tenho clientes de diversas partes do mundo. O público que freqüenta o Mercado São José é muito diversificado. Vêm desde pessoas com boas condições financeiras, a procura de produtos específicos, turistas, até pessoas que vêm para comprar verdura nas barracas localizadas na calçada do mercado”, explica Pai Zinho.

A variedade de produtos a venda no mercado é tão famoso que já virou até letra de música. É o caso do baião feito pelo compositor Rafael Azevedo. “Quem é que não conhece Marcado de São José. Tem tudo que eu queria. Tem tudo que a gente quer. Tem batata e macaxeira inhame de Santo Me. Tem verdura e peixe seco, lambe-lambe e come em pé. Tem sopa, tem munguzar, trombadinha e mulher. Todo mundo já conhece Mercado de São José. Com renda e artesanato, tem tudo que a gente quer…”.

Outra canção importante feita em homenagem ao mercado foi “Ela é a Deusa do Mercado São José”, de autoria de Elino Julião, bastante conhecida na década de 80. “Ela é a deusa do mercado São José. Eu sei de tudo só não sei de onde ela é… (Refrão). É de sucupira é mentira. Ela é de Vitória é história. E de Tejipió é pior. E de Nazaré, não é. Ela é a deusa do Mercado São José…”.

A entrevista com o presidente da CSURB, Alexandre Sena, explica o trabalho desenvolvido nos mercados públicos na Região Metropolitana do Recife.

Entrevista

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